Saturday, 11 August 2007

Alguns pensamentos interessantes...

e meus comentários:

"A ausência está para o amor assim como o vento para o fogo: Ele extigue os pequenos, mas alimenta os grandes."
Anônimo

Esta frase me fez pensar um pouco. Agora que estou distante, me dei conta das pessoas que realmente importam para mim. Engraçado que se você me perguntasse antes de eu viajar e agora, a lista está MUITO diferente ...

"Televisão é a pimeira cultura realmente democrática - A primeira disponível para todos e inteiramente governada pelo que as pessoas querem. O mais assustador é o que as pessoas querem."
Clive Barnes

Creio que nem preciso dizer nada.

"Serendipidade: capacidade de fazer descobertas importantes por acaso."
Eu queria que esta palavra fosse o guia para minha vida :)

"Caráter é forjado nas pequena lutas. Então, quando os grandes desafios vêm, nós estamos prontos"
Waiter Rant
Isto me leva a estória abaixo:
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Eu sou o Palhaço!
Diz uma história que numa cidade apareceu um circo, e que entre seus artistas havia um palhaço com o poder de divertir, sem medida, todas as pessoas da platéia e o riso era tão bom, tão profundo e natural que se tornou terapêutico. Todos os que padeciam de tristezas agudas ou crônicas eram indicados pelo médico do lugar para que assistissem ao tal artista que possuía o dom de eliminar angústias.

Um dia porém um morador desconhecido, tomado de profunda depressão, procurou o doutor. O médico então, sem relutar, indicou o circo como o lugar de cura de todos os males daquela natureza. O homem nada disse, levantou-se, caminhou em direção à porta e quando já estava saindo, virou-se, olhou o médico nos olhos e sentenciou: “não posso procurar o circo... aí está o meu problema: eu sou o palhaço”.

Como professor vejo que, às vezes, sou esse palhaço, alguém que trabalhou para construir os outros e não vê resultado muito claro daquilo que faz. Tenho a impressão que ensino no vazio, porque depois de formados meus ex-alunos parecem que se acostumam rapidamente com aquele mundo de iniqüidades que combatíamos juntos.

Parece que quando meus meninos e minhas meninas caem no mercado de trabalho a única coisa que importa é quanto cada um vai lucrar, não importando quem vai pagar essa conta e nem se alguém vai ser lesado nesse processo.

Isso vem me assustando cada vez mais, desde que repreendi, numa conversa com alunos, o comportamento do cantor Zeca Pagodinho, no episódio da guerra das cervejas e quase todos disseram que o cantor estava certo, pois tontos foram os que confiaram nele. “O importante, professor, é que o cara embolsou milhões”, disse-me um; outro: “daqui a pouco ninguém lembra mais, no Brasil é assim, e ele vai continuar sendo o Zeca, só que um pouco mais rico”, todos se entreolharam e riram.

A pergunta é: “É possível, pela lógica, que todo mundo ganhe? Para alguém ganhar é óbvio que alguém tem de perder.” A lógica é guardar o troco a mais recebido no caixa do supermercado; é enrolar a aula fingindo que a matéria está sendo dada; é fingir que a apostila está aberta na matéria dada, mas usá-la como apoio enquanto se joga forca, batalha naval ou jogo da velha; é cortar a fila do cinema ou da entrada do show; é dizer que leu o livro, quando ficou só no resumo; é marcar só o gabarito na prova em branco, copiado do vizinho, alegando que fez as contas de cabeça; é comprar na feira uma dúzia de quinze laranjas; é bater num carro parado e sair rápido antes que alguém perceba; é brigar para baixar o preço mínimo das refeições nos restaurantes universitários, para sobrar mais dinheiro para a cerveja da tarde; é arrancar as páginas ou escrever nos livros das bibliotecas públicas; é arrancar placas de trânsito e colocá-las de enfeite no quarto; é trocar o voto por benefícios; é fraudar propaganda política mostrando realizações que nunca foram feitas.

É a lógica da perpetuação da burrice. Quando um país perde, todo mundo perde. E não adianta pensar que logo bateremos no fundo do poço, porque o poço não tem fundo. Parafraseando Schopenhauer: “Não há nada tão desgraçado na vida da gente que ainda não possa ficar pior”. De nada adianta o conhecimento sem o caráter.

Que nas escolas seja tão importante ensinar Literatura, Matemática ou História quanto decência, senso de coletividade, coleguismo e respeito por si e pelos outros.

Então, uma pirueta, duas piruetas, bravo! Bravo! E vamos todos rindo e afinando o coro do “se eu livrar a minha cara o resto que se dane”. Enquanto isso o Brasil de irmã Dulce, de Manuel Bandeira, do Betinho, de Clarice Lispector, de Chiquinha Gonzaga e de muitos outros heróis anônimos que diminuíram a dor desse país com a sua obra, levanta-se, caminha em silêncio até a porta, vira-se e diz: “Esse é o problema... eu sou o palhaço”.

Nailor Marques Jr.
Prof. de Literatura Brasileira em Maringá - PR, palestrante e autor de vários livros.

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E para fechar...
LENDA JAPONESA
Era uma vez um grande Samurai que vivia perto de Tóquio.
Mesmo idoso, se dedicava a ensinar a arte zen para os jovens .
Apesar de sua idade, corria a lenda de que ainda era capaz de derrotar qualquer adversário.
Certa tarde, um guerreiro conhecido por sua falta de escrúpulos apareceu por ali.
Queria derrotar o Samurai e aumentar sua fama.
O velho aceitou o desafio e o jovem começou a insultá-lo .
Chutou algumas pedras em sua direção cuspiu em seu rosto, gritou insultos e ofendeu seus ancestrais .
Durante horas fez de tudo para provocá-lo, mais o velho permaneceu impassível .
No final do dia, sentindo-se exausto e humilhado, o guerreiro retirou-se .
E os alunos, perguntaram ao mestre como ele pudera suportar tanta indignidade .
Se alguém chega até você com um presente, e você não o aceita, a quem pertence o presente?
A quem tentou entregá-lo, respondeu um dos seus discípulos .O mesmo vale para a inveja, a raiva e os insultos.
Quando não são aceitos, continuam pertencendo a quem o carregava consigo .
A sua paz interior depende exclusivamente de você, as pessoas não podem lhe tirar a calma, só se você permitir ...

"NINGUÉM LHE FERE SEM O SEU CONSENTIMENTO"

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